25/11/2011

TRATADO SOBRE TOLERANCIA

Estou misturando H.R.Ellis. Davidson, e sua mitologia nórdica critica, Descartes e seu discurso do método e Voltaire no seu tratado sobre tolerância.
Bom, no AI (A Informação) falei bastante na coluna sobre Mitologia Escandinava influenciando os filmes Thor e Capitão América.
Descartes por sua vez é excelente, porem, denso, OMFG eu não consigo ler mais de 10 paginas dia, bicho desgraçado!!! Dai quando eu terminar releio para entender =)))
 Dai temos o Sr. Voltaire, completamente fora de si quando escreve esse livro, em defesa do injusto julgamento e execução de um inocente. Para resumir, ele defende um pai de família protestante, acusado de ter matado seu filho ateu, a acusação diz que (sendo a França maioria católica fervorosa em meados do século 18) ele e sua família enforcaram o filho mais velho, onde todas as provas ignoradas dizem que ele se matou. Mas por pressão dos católicos, alegando que o filho não era ateu, mas sim um cristão convertido.
Esclarecidos esses detalhes chatos, o livro é muito interessante, mostra a visão de alguém de fora, que mesmo inserido na realidade da época, pode entender a situação, e explanar sobre ela, criticando a igreja mais forte no momento, e repressora, de forma limpa e seria.
Mas falo nele, pois acabo de ler um capitulo, e tive que por esse trechinho, muito bom, que serve pra hoje (o livro todo serve, basta mudar o nome das ideologias):
"O direito da intolerância é, portanto, absurdo e bárbaro direito dos tigres, e bem mais horrível até, pois os tigres dilaceram suas vitimas para alimentar-se, enquanto nós nos exterminamos por alguns parágrafos." Voltaire, Tratado Sobre Tolerância, L&PM)

Obrigado.





30/09/2011

Buracos do Mal

nossas ruas estão se esburacando.
mas porque?
nasci aqui, e me lembro cada rua de onde moro até o centro, quanto mal a joao pessoa ou a felisberto eram asfaltadas.
eu vi a julio, a borges e ainda vou ver a dona carlinda e a sta teresinha serem asfaltadas.
mas ai eh que esta, ali que me refiro, como diz o bagual: o asfalto dura, digamos, intacto, 5 a 10 anos, em vias de transito pesado dura menos. e ai? e ai eh que a dom pedro primeiro estava mais ou menos, ate um ano, meio ano atraz talvez, mas o trafego de onibus foi desviado por ela, entao ficou intransitavel. podem ver por exemplo que a borges pede pouca manutençao em relaçao aquele pequeno trecho, a nao ser no final da decida da santa teresinha, onde ha buracos quase sempre, tanto em funçao de ser o final do morro, o que gera acumulo de agua, mas porque os onibus da tomasini passam ali, mas nao é o pior do trajeto destes, o pior é passar na rua de pvs da visconde de maua, ocorre o mesmo que na frente da ucs, o pvs nao aguenta transito pesado. assim como o paralelepipedo nao aguenta, olhem a esquina na visconde, antes do marista, onde agora é a parada de onibus, tem um valo, bem onde o onibus passa, olhem a rua da britacom, a ipanema nao coloco ali.

todo mundo tah falando isso, mas e SOLUÇAO???? BOA BARATA E RAPIDA?
TEM!!!!

concreto nas vias de transito pesado, ou asfalto com pó de pneus, a primeira opçao eh mais barata e vale mais a pena: leia mais  http://www.cortesiaconcreto.com.br/Manual%20do%20Concreto.pdf
http://www.der.pr.gov.br/arquivos/File/PDF/pdf_Pavimentacao/ES-P21-05CAUQ.pdf
http://txt.jt.com.br/editorias/2006/02/18/ger27979.xml

ok, mas e quem tem por exemplo concreto, ou faz a obra etc?
http://www.hagah.com.br/rs/cachoeirinha/local/80180,2,cooperativa-gaucha-de-concreto-asfaltico.html  eles fazem, por exemplo, existem muito mais empresas.

Isso eh um problema resolvido, e quanto a frente do tricolor que vive estourando canos pelo mesmo motivo do transito pesado? a vibraçao estoura os canos, fato, soluçao?

TEM!!!

colocar areia em cima dos canos, isso elimina a vibraçao.


Claro, nao precisa ser feito tudo isso em todas as ruas, mas digamos, por concreto asfaltico em toda a rota dos onibus, e onde tem garagens e saidas de caminhoes, por exemplo. proibir transito pesado em determinadas ruas, prevençao eh uma boa.

22/09/2011

O mundo espiritual da Noruega


Já falei que por histórico o povo norueguês é em geral mais cético, apesar de conservar a igreja Protestante (Igreja da Noruega e Igreja Protestante, ambas luteranas evangélicas).
De lá saiu um dos escritores que eu gosto muito, que não é metódico demais, formado em filosofia e teologia, e mais alguma coisa q não lembro.
Jostein Gaarder, já escreveu o dia do coringa, que não li (mas a Morgana leu, parte), o Mundo de Sofia, que gosto muito, e um dos autores de O Livro das Religiões.
Um livro bem elaborado, coerente, e de forma alguma fere, em nenhum momento, religião alguma, ao falar sobre elas, não é um livro critico, é um livro sistemático que promove o entendimento pleno (pleno) das principais religiões.
O livro é tão bem escrito que dá vontade de seguir cada uma das religiões lidas. Claro, minha opinião não conta porque o bom senhor Deus me fez Ateu, mas opinião sincera, o livro é ótimo.
“Não me preocupa o fato das pessoas terem religiões, me preocupa o fato de toda e qualquer discórdia, se tomada a fundo, tem base em uma crença individual, mas ao mesmo tempo parte da sua cultura social, de uma religião muitas vezes estatal.
Ou seja, ler esse livro, significa compreender a historia de um pensamento transformado em vários, significa compreender o próximo, ou o outro, ou o inimigo ou o companheiro ou o irmão.
Aquilo que alguém acredita serve apenas a ela, porem, devemos entender como funciona o outro e os outros, tem empatia, tentar descrever mais que uma opinião sobre a mesma coisa, uma possibilidade.
Da picuinha com o vizinho com seu som alto até a guerra contra khadafi, pode ter certeza, a crença move isso.”  (bób’s)

26/08/2011

cordel...


O Cordel Encantado
As historia de cordel vem de Portugal, trazidas logo do inicio da colonização… Wikipédia sana esses detalhes.
Porém, o que talvez não tenha sido notado remete algumas coisas muito interessantes sobre a história, que pelo nome e cenário se passa no nordeste,  por ter alguns automóveis e pelo sistema político, em meados de 1940.
De alguns detalhes que percebi seriam a menção implícita ao livro Codex Serafinianus, livro sobre um mundo imaginário indecifrável do artista Luigi Serafini. Que poderia muito bem remeter a própria Seráfia, reino imaginário da trama.
O fato de um episódio trazer cangaceiros em vários automóveis, mostra uma das faces de Virgulino, o Lampião, que era rico, espelhada no personagem Herculano (todas as novelas da globo tem um Herculano?).
O que me chama mais a atenção é uma ligação muito singular com a própria formação étnica do Sertanejo e Caboclo que ali viviam. Tirando detalhes como a sujeira do povo, e alguns modos, como a personagem Dora (Nathalia Dill) tomando banho no meio do acampamento do cangaço, em uma banheira, porém, sem os quais, estragaria a pintura, a arte, da novela, seria a licença poética em cena.
O Sertanejo que no inicio dos séculos de colonização arrematava o gado, com sua descendência indígena mestiça com portuguesa, vai perdendo lugar e ganhando menos, pois há muito se multiplicava, junto com os bois, aumentando a concorrência pelo gado, fica marginalizado pelos grandes donos de terras, sesmarias, vivendo cada vez com menos, formando uma cultura de um povo sofrido apegado a religião e a cultos, como o de Dom Sebastião, breve rei de Portugal, símbolo de adoração.  Esse fervo religioso, o sonho com um profeta, um novo rei, que tiraria o povo da miséria, se insere a crença que o “profeta”, Miguézim (Mateus Nachtergaele) tem de Celestino (Cauã Reymond) ser um rei a levar a Vila da Cruz a uma nova Canudos.
Fazendo com que a cruzada contra os Mouros tivesse reflexo aqui no cangaço, quando tanto como rouba dos ricos para dar aos pobres, sendo louvado, fica a mercê do inferno, com atos de pura brutalidade, o que é natural dos mestiços, pois não compartilham a cultura indígena, pois a dispensa, nem sustenta o convívio como igual com o branco, que por sua vez o dispensa.
Esse cangaço se alia a senhores de terras, como os jagunços de Timóteo (Bruno Gagliasso), impondo sobre o povo e outros senhores de terras com milícias menores sua vontade.
É uma rede de antagonismos que faz o braço forte, que não foi para o bandidismo, migrar para o sul com a promessa de ser uma terra com trabalho para todos, e mais justa, ou para a Amazônia nos seringais, hoje ainda subsidiado pelo governo, pela tecnologia e concorrência de outros países ser muito forte,deixando apenas os velhos cansados e jovens na terra natal. Sem esperança, pois poucas rebeliões se instauraram, e nenhuma com força alem de ganhar algumas batalhas ou mesmo de formar um governo paralelo ou um estado confederado.


08/08/2011

Pensamento Talhado, Reflexão 2 continuação

 Continuando o pensamento então.
Como disse, lembrando o que Ecce Hommo do Nietzsche pôs em pauta, tudo em demasia estraga, ratifico com tudo que falta também estraga.
Não podemos nunca ler o Manifesto Comunista do Marx, e sair por ai gritando que os Cubanos e Chineses são felizes, que a URSS não acabou por culpa do sistema. O Manifesto tem muita coisa boa, muita coisa proveitosa, bem dizer tudo, porem, cada pensamento marxista tem seu lugar de utilização, bem como uma boa interpretação, como Schopenhauer escreveu no A Arte de Escrever (se não me engano, preguiça de verificar, faz isso por mim por favor), a língua alemã é intradutível, não pode ser totalmente passada para outra língua. 


De certo modo o nacionalismo preconceituoso sobre a lingua alemã que Arthur Schopenhauer nos coloca, pode ser traduzido como algo do tipo: crianças, tenham cuidado ao passar textos de uma língua a outra, pois cada língua representa características próprias do lugar.
Ou seja, hoje, tudo, deve ser interpretado com cuidado, uma gafe, e tensão gerada. 




"O meio mais cômodo e mais rápido de discernir o bem do mal é perguntar-te o que terias ou não terias desejado se um outro, que não tu, tivesse sido rei.” (Tácito). 

O tio Tácito (Públio Cornélio Tácito, historiador romano) nos dando dicas sobre empatia, que fica implícito (tácito) no trecho.
O pensar no outro nos atos é algo que necessita de costume, entender as diferenças, que podem ser pequenas, e as vezes despercebidas, como quando comecei a namorar, na casa dela, eles não usam colher própria para o açúcar, e isso é um costume, na minha usa-se, a nossa distância é de aproximadamente 100km. 
Já no Brasil em geral, se come usando garfo e faca, na Índia, normalmente usa-se as próprias mãos.
E claro, vai muito além disso, a forma de pensar, de ver o mundo.
De ter sua verdade absoluta, acima dos demais.

Como um trecho do livro do Carlo Ginzburg, O Queijo E Os Vermes, onde o moleiro se defenda da inquisição usando a fábula dos três anéis, ao ser questionado sobre qual a religião detinha a verdadeira herança divina, ele relata a historia dos 3 aneis, contada por Melquisedeque a Saladino:

"No instante da morte, o pai, secretamente, deu a cada filho o seu anel. Após o desenlace do pai, os filhos disputaram entre eles a posse da herança e da honra. Cada um negou aos outros qualquer direito. E, para testemunhar que podia assim agir, em sã consciência, cada um deles apresentou o seu anel. Ao se constatar que os anéis eram tão iguais, que não se poderia identificar aquele que servira de modelo estabeleceu-se o problema de saber quem deveria ser o legítimo herdeiro do pai. O problema ficou sem solução – e ainda o está" (Boccaccio, Decamerão)

 
 Ou seja, nao sabemos, não fixando o pensamento apenas na religião, qual costume, cultura, é a certa, ou a ideal.
Devemos conviver com as diferenças, e mais, entende-las.
Andrew Breivik, que realizou os atentados na Noruega, na sua concepção, agiu a favor da união européia em uma só cultura, uma busca. Porém, como já comentei em uma matéria sobre ele, Le Goff, historiador Francês, tem uma idéia similar, mas crê na multicultura, a Europa unida porém conservando suas linguas, suas diferenças.

O Brasil também é multicultural, deve conservar isso, e mais, a meu ver, são formas táo distintas, tanto da lingua, quanto costumes, que creio na separação dos estados, mais autonomia a eles.
Seria um caminho ótimo a seguir.
Abraço a quem teve saco de ler tudo, obrigado.







Pensamento Talhado, Reflexão

Opa.
Temos um problema na sociedade, dentre muitos, mas esse talvez, há uma boa chance, seja crucial.
O problema dentro da cabeça. Existem vários estudos sobre o funcionamento no cérebro, mas aqui não falo desse tipo, físico, de problemas.
É um problema mais cultural, a forma como pensar.

"Os povos, assim como os homens, somente são dóceis na juventude; ao envelhecerem, tornam-se incorrigíveis; uma vez estabelecidos os costumes e enraizados os preconceitos, constitui empreendimento perigoso e inútil pretender reformá-los; o povo sequer concorda que se lhe toque nos males a fim de os destruir, à semelhança desses estúpidos e medrosos doentes que estremecem com a presença do médico." (Rousseau, Contrato Social)

Ou seja, se o conhecimento for cristalizado, como uma verdade absoluta, não há como haver mudança, pensar de outras formas, e até mesmo ter empatia. 
As pessoas não podem, não devem, ser assim.
Temos sempre que avaliar o lado dos outros, ninguém é totalmente bom, portanto, ninguém é completamente mau. 
Temos de ser críticos com tudo que nos rodeia, nao rebeldes, ou conformistas, mas avaliar se há nessecidade de mudança, no que e aonde. Tanto em nosso ambito particular quanto social e publico.

 

05/08/2011

Reflexao: Rousseau e a Politica

Rousseau, especificamente em Contrato Social, Livros I a III.
Meu amigo Jean diz que o Homem, quando a sociedade evolui conforme os moldes que apresenta, vira então um Cidadão, o que confere a ele: Alienar-se do natural (tudo que é característica do homem, e tudo o que é do homem), e ser, digamos, Comunitário. Pertencer a uma aliança indissolúvel, onde, regida por todos e para todos, entrega sua vida, recebendo a de todos. Os caminhos que esse conjunto de Cidadãos, que formam uma Cidade, no emprego original da palavra, seria, de acordo com ele, linear, reto. Em prol nunca de um bem particular, mas um bem geral. Explica também que esse corpo Legisla, havendo então um Soberano, o qual segue a lei, e é alienado do todo, ele não precisa do todo, e não pode tirar vantagem do todo, por isso ele é um mediador, uma ancora.
Essa é uma parte do sistema, pré-Revolução Francesa, um livro inspirador com toda a certeza, junto com outros, os quais também, apesar de pouco relevante, cito Sade por exemplo.
Foi um movimento libertário, que começa a quebrar os Absolutismos Europeus.

Bom, o que há de tão especial em tudo isso com o contemporâneo?
Como anda nossa representação publica que visa apenas o interesse do povo? Nossos senadores, deputados... E nosso mediador, nosso soberano, ou devo dizer, nossa Soberana?