Introdução
Nossos olhos contem um filtro, a ideologia. Essa ideologia não é a dos partidos políticos ou de formas de governo, ela é algo que existe em tudo e em qualquer coisa. Para Marx, ela mascara o objeto, para Gramsci, ela é a forma de pensar de um conjunto de indivíduos. Ou seja, ela pode ser critica como o pensamento de Marx e de alguns outros depois, ou neutra, como acredita Gramsci. Mas quando começamos a receber essa carga de ideologia? Ela é nociva?
Análise
A mídia mundial, em geral, prega a liberdade de expressão, a liberdade de ideologia, sem retirar os pés de uma moral local e de uma ética vigente.
Porem, essa ideologia, que nos é bombardeada, e não temos a livre escolha, como a TV, toda vez que a ligamos, nos força a escolhas. Nós, adultos e jovens, temos á nossa mira mensagens subliminares, como nas eleições americanas, que na abertura aparecem as palavras right now (agora), e ao lado, quase imperceptível, e por breves milésimos, a foto do candidato John McCain e sua esposa ao lado. Cada vez as pessoas estão de olhos mais abertos contra esse tipo de mensagem, não digo que o candidato não seria um bom presidente, ou que a TV não seria um meio de promover os candidatos, ou que talvez seja um ato de uma única pessoa dentro da empresa e não poderíamos culpar toda a rede televisiva, mas a propaganda encontra-se lá (propaganda: latim pangere, plantar, plantar uma mensagem no receptor).
Mas a mensagem subliminar nem sempre é apresentada dessa forma, ela as vezes é bem mais sutil, e talvez mais perigosa. A TV nos traz pensamento que de fato nos faz pender para um lado, e crianças são mais propicias a essa arma como mostra o texto a ideologia dos desenhos animados.
A criança toma a propaganda, a propagação de uma ideologia (dos conceitos publicidade temos a venda de um produto, como um refrigerante, porem, propaganda, ela conceitua algo mais amplo, uma rede de TV e sua programação diária, levando o receptor a ter uma carga ideológica muito grande, mudando seu pensar e agir), como real, como algo que não exige critica, ela apenas observa passiva. Constituindo uma ideologia massiva, onde o consumismo pelos mesmos produtos em geral banaliza, como mochilas de personagens famosos, bonecos, etc. A TV, em especial, os desenhos animados, levam as crianças, que ainda diferenciam a fantasia do real, a pensar no real de uma forma abstrata. O confronto entre bem e mal, onde o herói, representando o bem, expurga o vilão, que geralmente pratica crimes, um lumpen (conceito criado por Marx para os oportunistas que existem em qualquer classe social). Esse tipo de ideologia, que existe em qualquer desenho, abafa e ignora o verdadeiro sentido do embate entre duas partes, mostra algo totalmente bom e certo, e a outra parte perversa e má, ignora a existência de diferenças socioeconômicas, que a sociedade é formada de discursos, um opondo o outro e criando sínteses de ideologias.
A classe que domina os meios de comunicação, a burguesia, faz questão que assim seja, mostra o campo rural, onde predomina a vida boa e o ócio nos desenhos, a cidade onde não apareça um proletário, e idealiza a ausência de lutas de classe, chance de ascensão, faz todos os problemas parecerem morais. Um ponto importante e cientifico do texto “a ideologia dos desenhos animados” seria o malefício dos desenhos na faze de 6 a 10 anos, onde haveria um salto sobre esses quatro anos de intervalo importantes para a organização da criança para a puberdade. A programação destinada a essas crianças teria uma carga de violência e sexo muito grande, traumatizando essa faixa etária. Outro problema que apresentaria essas crianças, por exemplo, é na faixa de 3 anos, 20% a mais de chance de desenvolver problemas de atenção, de acordo com uma pesquisa feita por Clara Viana, na Pública de 26.9.04, intitulado "O cérebro deles estará a mudar?” em Portugal.
Outro ponto importante é a distorção das palavras e expressões, conteúdo implícito que leva, por exemplo, ao machismo, a ridicularização de um grupo religioso, étnico ou classe social. O simples fato de no dicionário encontrarmos sempre Homem/Mulher, o homem na frente não significa apenas um padrão, mas um machismo incrustado na sociedade dês de tempos remotos, ou não tão remotos, pois em tribos germânicas, antes do período da dominação romana, era matriarcal, o que também fazia parte de uma ideologia.
Considerações Finais
Nós viveríamos sem ideologia? Cazuza na musica Ideologia aponta alguém que procura uma para viver. Mas ao analisarmos a letra, ignorando a época, a ideologia que ele procurava era outra ideologia, pois ele já esta inserida em uma, afundado em uma ideologia, ele foge do sexo drogas e rock’n’roll, passa a ver tudo em cima do muro, ele não sai de sua rotina para criticar o seu redor, está controlado pela mídia, assiste passivo. Para Carl Jung: “todos nos nascemos originais e morremos copias”. Nós nascemos “puros”, agregamos conhecimento durante a vida. Criamos? De certa forma, selecionamos conteúdos e sintetizamos, formando nossa ideologia, misturamos varias copias de varias copias para formar algo original, livre de apologias, porem, formado por elas.
Biografia
WIKIPEDIA pt.wikipedia.org 21/05/2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário