26/03/2012

Nabuco, o defensor do Brasil


Nabuco, o defensor do Brasil

Introdução

O Brasil no segundo reinado funcionava como uma grande empresa com apenas um produto, o café. Não que essa exploração de apenas um bem seja novidade, afinal, o Brasil sempre procurou alimentar o mercado externo, sem suprir o seu próprio. De acordo com Darcy Ribeiro o Brasil teve quatro forças econômicas, as quais a mais fraca, os que produziam para o sustento dos demais, era a mais fraca e insignificante.

Desenvolvimento

Nabuco não pode ser considerado um personagem ímpar, ele teve seus anseios, e desilusões. Mas a boa documentação forma em sua figura uma representação para uma história que se repete, e se monta, ainda hoje.
Temos a Doutrina Monroe, a qual o único que poderia adotá-la na America era os EUA, pelo poderio bélico, bem como por seus lideres, que seguiam sua própria colonização. Esse implemento pode ser comparado a pressão anti escravista inglesa, pois pela sua forma de repressão física, impunha tanto aos portugueses, que tinham sua burguesia no encalço da tendência britânica, quanto aos brasileiro, que não tinham praticamente poderio militar formado. O intuito estadunidense provavelmente era de proteger a America contra o colonialismo europeu, porem, fazendo ela o imperialismo.
Nabuco apostou com todas as forças (como se pode perceber, em qualquer lugar que ia, se apaixonava, e dava tudo pela causa, imagino o que levou a ser abolicionista, tendo em vista o pai, senhor de engenho, e senador, deveria logo lutar, na política, por causas a favor do patronato, pelo menos explica sua corrente monarquista) num monroísmo brasileiro, e como de praxe, desconhecia a real situação, e os motivos, de uma America espanhola mais “rebelde”, com caudilhos, pois á trata pejorativamente.
Esses são características da dominação espanhola, o que afasta uma relação mais intima com o Brasil e com os EUA. Por exemplo, de acordo com Sergio Buarque, em 1775 saíram do México 7850 bacharéis, 473 doutores (estudantes brasileiros no mesmo período não passam de 720) e dês de 1535 já as imprimiam livros na cidade do México. Fora o sistema para construir as cidades, escolhendo o melhor lugar, distancia do mar, uma praça central com medidas certas. Assim como as Corporações de Oficio presentes em varias cidades da America espanhola. Já na constituição brasileira de 1824 constamos que esse tipo de corporação era proibido, também em função da revolução francesa, alem da proibição da imprensa, pois, depois dos sindicatos, era a maior arma do povo.
Os EUA consolidando um republicanismo precoce, tem o campo aberto para o inicio de um sistema de imperialismo. O Brasil já estava contaminado no inicio do século XX, por uma influencia aparentemente inocente e de boa índole com certeza, a higiene. Pois assim como Harriet Beecher Stowe influenciou pensadores abolicionistas, também influenciou pelo exemplo da nova moda americana, a limpeza. Limpeza e higiene a qual o Brasil não retirou da Europa, mas sim dos EUA. Cidades novas, mais fáceis de implantar saneamento. Sabonetes e perfumaria, novas tendências da higiene, tudo fruto americano, que influenciou o Brasil a sua maneira.

Conclusão

Ser a única monarquia da America era um empecilho, o qual não deixou, apesar do abalo, Nabuco abandonar sua pátria. Era o inicio de uma identidade nacional, o Brasil deveria resguardar suas fronteiras, a sua nova cara, pós-monárquica, queria o republicanismo americano.
Porem, ainda monarquia, buscamos o reconhecimento, principalmente europeu, à nossa independência, o que gerou despesas e crises para o país, com vários países sob isenção de impostos, um dos motivos para a Revolta (revolução) Farroupilha. Onde os produtos produzidos no sul eram importados sem impostos da Argentina e Uruguai.





Bibliografia

HOLANDA, Sergio Buarque de, RAÍZES DO BRASIL, companhia das letras, 26ª impressão,1995.
ASHENBURG, Katherine, PASSANDO A LIMPO: O BANHO DA ROMA ANTIGA ATÉ HOJE, Larousse, 2008.
RIBEIRO, Darcy, O POVO BRASILEIRO, companhia de bolso, 7ª reimpressão, 2009
LIMA & FERREIRA, Gleiton Luiz, Taise Ferreira, HISTORIA DO BRASIL II, Pearson Education, 2009

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